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PROJETO CONEXÃO SOLIDÁRIA COMPLETA DOIS ANOS DE ATIVIDADE COM BALANÇO POSITIVO

Avatar de Amdep Por: Amdep

Publicado em 12/04/2022


PROJETO CONEXÃO SOLIDÁRIA COMPLETA DOIS ANOS DE ATIVIDADE COM BALANÇO POSITIVO

O projeto Conexão Solidária da Associação Mato-grossense das Defensoras e Defensores Públicos (AMDEP) completa nesta terça-feira, 12 de abril, dois anos de atuação. Ao longo destes 24 meses, o Conexão impactou de forma positiva e direta milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, moradores de comunidades carentes, e em situação de rua que estavam desassistidos pelas políticas públicas em Mato Grosso.

A iniciativa para a criação do Conexão Solidária em Mato Grosso surgiu em março de 2020, a partir de uma campanha lançada por um grupo de defensoras e defensores públicos do estado do Rio de Janeiro para auxiliar com cestas básicas pessoas carentes daquela cidade. 

Em plena pandemia, defensoras e defensores decidiram seguir o exemplo do grupo de colegas cariocas e, unindo esforços, arrecadaram e distribuíram alimentos, roupas, calçados e medicamentos aos mais necessitados. Nascia ali o MOVIMENTO Conexão Solidária, por meio de voluntários da associação local.  

O defensor público, João Paulo Carvalho Dias, ex-presidente da AMDEP e idealizador do movimento em Mato Grosso lembra que, naquele momento – destacado como uma das passagens mais dramáticas da história recente do país -, a categoria não poderia ter tido outra atitude, como a adotada em se unir e agir para minorar o sofrimento de quem estava hipervulnerável. 

“Quando a pandemia, ainda desconhecida, ameaçava a vida de todos indiscriminadamente, na crescente do número de mortes, internações, tristeza, medo, insegurança quanto ao futuro, as defensoras e defensores, voluntários abdicados, propuseram-se a sair dos gabinetes e do mundo virtual, para ir onde ninguém ia ou estava, na genuína máxima da Defensoria EM MOVIMENTO, ao lado da população fragilizada, não apenas por não contar com acesso digital ao mundo inovador, híbrido, como também presencial, pois cuidamos desde a reabertura dos CRAS, para cadastro das famílias aos programas de auxílio emergencial, até o fornecimento de alimentos, vestuário e acesso a medicamentos pelo SUS. Foram adotadas  varias medidas de segurança para garantir a saúde e acesso aos serviços da defensoria e aos demais órgãos públicos. Buscamos levar um pouco de acalento, apoio emocional, alimento, vestuário, solidariedade e esperança, porque no fundo as pessoas voluntárias envolvidas  sabiam que embora houvesse entre nós o medo do inseguro, as perdas catastróficas, para a grande maioria atendida nas áreas invisibilizadas tudo ia muito além do novo normal, do medo, pois havia a fome, a crescente linha da miséria e a  violência nos núcleos familiares, como as praticadas contra crianças e mulheres, como o retirado abandono afetivo e material doméstico pelos parceiros, no algo da pandemia ”, disse João Paulo Dias. 

O movimento Conexão Solidária teve início em Cuiabá e Várzea Grande beneficiou mais de 10 bairros desde 2020 e expandiu-se, pois alcançou também outras cidades do Estado. As ações sociais já foram realizadas em municípios do interior como Alta Floresta, Poconé e Alto Araguaia. 

Entre várias ações implementadas pelo movimento estão a distribuição de cestas de alimentos, kits de higiene, roupas, calçados, medicamentos, bem como orientações sobre os direitos do cidadão, com a assistência jurídica e o encaminhamento para a emissão de documentos.

Mais do que levar conforto material momentâneo às populações vulneráveis, a presidenta da AMDEP, defensora pública Janaina Osaki, destaca que o grande objetivo do Conexão Solidária - e o que lhe confere maior relevância - é o seu caráter de instrumento de difusão de conhecimento, de conscientização e de acesso à cidadania plena para grupos sociais em situações de extrema carência. 

“O Conexão Solidária não é importante apenas por ser um agente catalizador da solidariedade humana das defensoras e defensores. É importante principalmente porque tem tirado da invisibilidade aqueles cidadãos que vivem à margem das políticas públicas, sem acesso aos seus direitos mais básicos e à de cidadania”, salientou a presidenta.

 


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